Uma equipe de técnicos da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), de São José dos Campos, deve participar das investigações sobre a queda do Bandeirante FAB 2310, na divisa entre Guaratinguetá e Piquete, ocorrida no dia 23. Segundo a assessoria da Embraer, esse procedimento é considerado normal e é adotado em todos os acidentes envolvendo aviões fabricados pela empresa. A Embraer não divulgou o número de técnicos que serão designados para a investigação.
Os destroços do avião foram enviados a Campo Grande (MS), para serem analisados pela comissão de investigação da base aérea. Segundo o Centro de Comunicação Social do Ministério da Aeronáutica (Cecomsaer), a responsabilidade da investigação de acidentes com aeronaves militares é da própria unidade em que o avião estava sediado. O FAB 2310 pertencia ao 1º Esquadrão do 15º Grupo de Aviação da Base Aérea de Campo Grande. Um dos fatores que podem ter contribuído para a queda do avião seria ‘‘pane seca’’ por falta de combustível.
No último contato da aeronave com a torre de controle do aeroporto de Guaratinguetá, o piloto teria informado que a autonomia do avião era de 30 minutos. Quatro pessoas morreram no acidente. No caso de haver necessidade, os oficiais de segurança de vôo podem enviar componentes do Bandeirante para os laboratórios do Instituto de Coordenação e Fomento Industrial (IFI), em São José. A previsão para a emissão do laudo com as conclusões sobre o acidente é de até 90 dias.
O Bandeirante é o modelo mais antigo desenvolvido pela Embraer - é do final da década de 60. Foram produzidas cerca de 500 aeronaves, distribuídas para 45 empresas de 36 países. Um dos principais clientes da Embraer foi o próprio Ministério da Aeronáutica.
A aeronave comporta até 19 pessoas, além dos tripulantes, e foi projetada para o transporte de passageiros e cargas a curtas distâncias. O Bandeirante deixou de ser produzido no final de 90.

mockup