Brasília - O jato Legacy que se envolveu no acidente com o Boeing da Gol funcionava normalmente e passou por sete testes --sendo três vôos de aceitação-- antes de ser entregue à empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. A afirmação é de Sérgio Mauro Costa, diretor do Departamento de Ensaios da Embraer --fabricante do jato.
Costa foi ouvido pelo delegado da PF (Polícia Federal) Renato Sayão, de Cuiabá, que está em Brasília para colher informações sobre o acidente. O depoimento durou aproximadamente uma hora e meia. O delegado queria informações sobre a revisão dos equipamentos do Legacy e a elaboração do plano de vôo da aeronave.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, o representante da Embraer afirmou que não houve qualquer falha durante os testes, e equipamentos como o transponder, TCAS --o sistema anticolisão-- e o sistema de radiocomunicação funcionaram normalmente.
A PF disse que a Embraer ainda não apresentou documentação que comprove a realização dos testes com o Legacy, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Costa afirmou que o plano de vôo do Legacy foi elaborado por uma empresa contratada pela Embraer. Foi passado eletronicamente para a torre de controle em São José dos Campos, de onde o avião decolou, e para a própria Embraer, que o entregou aos pilotos.
Para elaborar o plano de vôo, a empresa usa um programa de computador que analisa as condições climáticas, as características da aeronave e as normas aplicáveis à navegação aérea, de acordo com a Agência Brasil.
Como parte das investigações conduzidas pela PF, o delegado Sayão já esteve no Cindacta onde assistiu à reconstituição das telas dos radares de Manaus, Brasília e São José dos Campos no dia do acidente, teve acesso a transcrição do contato da torre de Brasília com o Legacy e conheceu os equipamentos do controle de tráfego aéreo.

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