A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), ligada ao Ministério da Aeronáutica, apresentou ontem ao alto comando militar e autoridades do governo federal os dois aviões produzidos para o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). O avião de Supervisão Aérea (EMB-145 SA) e a Aeronave Leve de Ataque (ALX) serão destinados ao patrulhamento das fronteiras e monitoramento do meio ambiente na Amazônia Legal. ‘‘No Sivam esses aviões serão usados juntos’’, disse o ministro da Aeronáutica, Walter Brauer.
Esses aviões são os novos produtos do segmento de defesa da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). O presidente da empresa, Maurício Botelho, informou que o EMB-145 SA já foi vendido ao Ministério da Defesa da Grécia e o ALX poderá ser negociado com países da América do Sul entre outros. ‘‘São aparelhos com desempenho e funções bastante sofisticados e um preço extremamente competitivo’’, disse o ministro da Aeronáutica.
A Força Aérea Brasileira (FAB) encomendou 99 unidades do ALX. Os aviões apresentam uma série de inovações para suportar o clima hostil da região amazônica e garantir alta eficácia em suas missões. O turboélice ALX é a versão armada do Supertucano - avião de treinamento militar desenvolvido no final da década de 80.
O aparelho carregará 1,5 toneladas de armamentos, como metralhadoras nas asas e o míssil Piranha. Também terá uma série de bombas e foguetes especialmente preparados para ataques com alvo no ar ou no solo.
O preço referência da Aeronave Leve de Ataque (ALX) é de US$ 5,5 milhões. Segundo o ministro Walter Brauer, o aparelho será empregado no patrulhamento do espaço aéreo brasileiro na região amazônica e nas fronteiras de todo território nacional.
O avião de Supervisão Aérea (EMB-145 SA) terá duas versões. Uma voltada para sensoriamento remoto e outra para vigilância munida do radar Eireye, da Ericsson. Estão sendo adquiridas três unidades de sensoriamento e cinco de patrulha.
Queimada Os acidentes com queimadas, garimpo clandestino e derrubada da mata serão facilmente identificados pelos aviões de monitoramento ambiental do Sivam. O EMB-145 SA poderá detectar aviões de traficantes e contrabandistas tanto no ar como no solo.
Os aparelhos serão entregues entre 2001 e 2002. A grande quantidade de equipamentos que carregará a bordo facilitará a transmissão de informações ambientais ou mesmo de situação de perigo à soberania nacional em tempo real com as estações de radar terrenas.
Ação conjunta Os Países Panamazônicos vizinhos e o Brasil estudam ações conjuntas nas áreas de fronteira e no controle das invasões dos espaços aéreos. Somados aos aviões, haverá uma rede de 25 radares que serão instalados até 2002, quando a região amazônica passará a ser 100% monitorada e se tornará a área mais controlada do Planeta.
A FAB está treinando os dois esquadrões que ficarão com os EMB-145 SA, que carrega o radar. ’ O avião recebeu superfícies aerodinâmicas para ser o mais estável possível’’, comentou o comandante dos esquadrões, tenente Carlos Baptista Júnior.

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