Curitiba - A empresa Smit International do Brasil representante da holandesa Smit Salvage apresentou, ontem, em uma audiência pública, em Paranaguá, Litoral do Estado, o plano de salvamento do navio chileno VicuÀa, que afundou, parcialmente, depois de uma explosão durante descarregamento de metanol no terminal da Cattalini, no Porto de Paranaguá. O acidente aconteceu há um mês. A Smit que participou, em 2001, da retirada do submarino nuclear Kursk de uma profundidade de 105 metros no mar Báltico venceu a concorrência internacional realizada pela P&I, seguradora do navio.
Os destroços da embarcação avaliada em US$ 25 milhões segundo um jornal chileno serão divididos em cinco partes, iniciando pela proa (parte de frente do navio), popa e, por último, a parte do meio, que ficou submersa.
Segundo informações da Capitania dos Portos do Paraná, a expectativa é que, entre hoje e amanhã, chegue, em Paranaguá, a embarcação com guindaste, que fará o içamento do VicuÀa. Os pedaços da navio serão transportados até o cais da empresa Tenenge, em Pontal do Paraná, onde será realizado o restante do desmonte.
A Capitania dos Portos ainda não aprovou o plano. Aguardará a avaliação dos órgãos ambientais sobre o impacto na remoção. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Ambiental do Paraná (Iap) devem determinar as providências em relação ao ilosamento da área com barreiras de contenção para evitar que a Baía de Paranaguá volte a ser contaminada.

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