São Paulo, 03 (AE) - O setor de embalagens para alimentos está surpreendendo as indústrias com pedidos de ajustes de preços que chegam até a 20%, anunciou o diretor geral da J. Macêdo Alimentos, Renato Garcez. Ele disse que a ordem é não aceitar aumentos sem planilhas que comprovem a necessidade do reajuste de custos das companhias.
O setor fabricante de macarrão, por exemplo, está sofrendo uma pressão para o aumento na sua embalagem de 15% a 18%, segundo Garcez. E a embalagem de biscoitos tem ajustes pretendidos de 18% a 22%. "Não vejo como estes ajustes estão ocorrendo, se a maior parte das matérias-primas é daqui do País mesmo", afirmou.
Além destas pressões, a indústria de alimentos vem recebendo pedidos de reajuste de 8% a 10% no papel e de 17% a 20% na ráfia. Os produtores de aromas pedem reajuste de até 17%; os de farinha de soja querem aumento de até 20%.
"Se todo mundo quiser aumentar preços de forma indiscriminada, a inflação será grande. Acho que que todos nós devemos lutar contra a volta da inflação", afirmou Garcez.

mockup