Embalagem de remédio deve ter código de barras
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 08 (AE) - As indústrias farmacêuticas estão obrigadas, a partir de hoje, a pôr o código de barras nas embalagens dos medicamentos e o número do lote dos produtos nas notas fiscais. As medidas são parte de um acordo entre o governo e o setor farmacêutico para tentar coibir a ação de falsificadores de remédios. A fiscalização será de responsabilidade das vigilâncias sanitárias de Estados e municípios.
"A falsificação de remédios acontece porque é fácil adulterar e o retorno é rápido", disse o diretor da Divisão de Medicamentos do Ministério da Saúde, Silas Gouveia. "O que estamos fazendo é tentar tornar cada vez mais difícil a adulteração." O número do lote na embalagem vai permitir o rastreamento do produto.
De acordo com a diretora da Associação dos Laboratórios Nacionais (Alanac), Sara Kunter, a maioria das empresas já usa o código de barras. Em uma pesquisa feita recentemente, apenas 1% das 300 indústrias nacionais ainda não havia adotado este sistema.
Para evitar falsificações, a partir de junho as embalagens de medicamentos deverão ter uma "raspadinha", feita com tinta reativa. Quando o consumidor raspa o espaço pintado deve aparecer a palavra "qualidade" e a logomarca da indústria produtora. Mais tarde, em outubro, as embalagens deverão ter lacres que garantam a não violação do produto. "O lacre dificulta em muito a adulteração, pois depois de aberto não há como fechar o produto ", disse o diretor da Divisão de Medicamentos.
O laboratório deve ter um gasto de R$ 70 mil para a adaptação dos equipamentos, avalia Sara Kunter. Ela condena o uso da tinta reativa. "A tinta não dura mais do que dois anos, ou seja, pode ter vida útil menor do que a própria validade do produto." A Alanac apóia o lacre, apesar dos custos adicionais.
Fiscalização - Além das vigilâncias Estaduais e municipais, o Ministério da Saúde também vai ampliar o número de equipes para a fiscalização das indústrias. Em 1999 a meta é visitar pelo menos uma vez cada um dos 640 laboratórios.


