Embaixada dos EUA manifesta "preocupação"
Brasília, 25 (AE) - A embaixada dos Estados Unidos em Brasília, divulgou nota hoje em que manifesta "preocupação" com a exclusão dos diretores representantes dos acionistas minoritários do Conselho da Cemig, no dia 7, e lançou um alerta sobre as implicações da decisão, referendada hoje pela assembléia geral da companhia.
"Os investidores internacionais esperam regras transparentes, tratamento justo e a aplicação da lei", diz a nota. "Sem garantias de que os direitos de propriedade dos acionistas minoritários serão respeitados, a confiança do investidor no Brasil poderia ficar abalada".
A nota do governo dos EUA lembrou que duas companhias americanas, a AES e a Southern, investiram US$ 1,13 bilhão no processo parcial de privatização da Cemig. E assinalou que a decisão da justiça mineira, que revogou o acordo de acionistas no dia 27 de setembro passado, "dá um recado aos investidores internacionais que têm até o momento estado empenhados em trabalhar com seus contrapartes brasileiros na modernização da infra-estrutura do País". il.
Réplica - Na noite de hoje, o governo mineiro informou, em nota oficial, "estranhar" a forma com que o governo dos EUA se manifestou, por meio de sua embaixada em Brasília, em relação à retomada do poder pelo acionista majoritário da Cemig. Segundo o governo mineiro, "os sócios estrangeiros sabem que, mesmo fora da diretoria, estão diante de um excelente negócio, haja visto o montante de dividendos que receberam, antes mesmo de colocarem efetivamente um só centavo na empresa." O governo mineiro considerou a atitude da embaixada "intempestiva e inconveniente".





