Pequim, 08 (AE-AP) Milhares de manifestantes continuavam hoje (08) sitiando a embaixada dos EUA em Pequim, no segundo dia de protestos pelo bombardeio da Otan à embaixada chinesa de Belgrado.
Em Chengdu, cidade do sudoeste do país, a residência do cônsul dos EUA foi incendiada ontem e um guarda chinês ficou ferido, depois confronto com manifestantes. O cônsul Corelis Keur teve de fugir de sua residência na noite de ontem, depois que os manisfestantes começaram a apedrejá-la, informou um funcionário norte-americana em entrevista telefônica.
A Polícia de Chengdu dispersou os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e os funcionários consulares e familiares foram levados para outra parte da cidade, acrescentou a fonte.
Minutos depois, a residência foi incendiada, acrescentou. Os bombeiros levaram 30 minutos para controlar o incêndio, que acabou destruindo todo edifício.
Em Pequim, milhares de manifestantes desfilaram durante todo o dia em frente da embaixada dos EUA. Muitos atiravam blocos de concreto e queimavam jornais, enquanto repetiam o slogan: "Abaixo os EUA!" Alguns portavam cartazes com os dizeres "dívida de sangue se deve pagar com sange".
"Neste momento estamos como reféns na embaixada. Há 48 horas que não podemos sair", disse o embaixador norte-americano, James Sasser, em entrevista telefônica à Rádio AP, acrescentando que no último incidente violento, os manifestantes haviam lançado uma bomba incendiária por uma das janelas da embaixada.
O governo comunista proíbe manifestações, mas desta vez, autorizou e organizou os protestos.
Milhares de pessoas, com uma grande proporção de estudantes, se agruparam nas ruas próximas da embaixada, aguardando que a polícia lhes desse passagem em grupos de mil para que desfilassem em frente da embaixada, enquanto outras milhares de pessoas obversavam e aplaudiam.
Os EUA protestaram ao governo chinês, exigindo maior segurança, afirmou Sasser. "Se não tivermos mais segurança, a situação poderá ficar fora de controle", concluiu.

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