Embaixada desconhece contratação de brasileiros
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sexta-feira, 03 de outubro de 2003
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A Embaixada do Kuwait informou, ontem, que desconhece a ida de brasileiros para trabalhar na construção de uma rodovia no país. Informou ainda que não tem conhecimento da construção de uma rodovia ligando o Kuwait à capital do Irã, Teerã. Os dois países não fazem fronteira e uma rodovia fazendo sua ligação deveria passar necessariamente pelo Iraque.
Segundo o secretário da Embaixada do Kuwait, Hamad Al Hazem, como o país é pequeno, é comum solicitar trabalhadores em países árabes próximos ou na Ásia, mas não no Brasil. Ele informou ainda que para trabalhar no país são necessários requisitar autorização e visto. Ontem, a Embaixada do Irã informou que para trabalhar no país também são necessários autorização e visto, mas não soube informar se houve pedido de visto para 500 brasileiros nos últimos dias.
Uma construtora estaria levando cerca de 500 trabalhadores de Londrina e região, entre pedreiros, serventes, patroleiros, armadores e técnicos em massa asfáltica, para trabalhar no Kuwait. O grande atrativo seria o salário, de R$ 60 por dia para serventes a R$ 150 por dia para técnicos. No entanto, não há registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) de Londrina de uma construtora com o nome Aranha S/A. Os trabalhadores foram arregimentados através de um anúncio em uma rádio local, mas há dois dias ninguém atende o telefone de contato da empresa.
Até ontem, não havia registro de queixas contra a empresa nas polícias Civil e Federal.


