São Paulo, 02 (AE) - A Empresa Metropolitana de águas e Energia S.A.(EMAE), companhia que surgiu da cisão da Eletropaulo
não será privatizada. Será mantida em poder do Estado de São Paulo, que para completar o seu orçamento nestes tempos de estabilidade econômica, precisa alocar para ela, anualmente, R$ 74 milhões, segundo relatório sobre a empresa em poder do Programa Estadual de Desestatização. A informação de que a empresa não será leiloada foi dada hoje pelo secretário de Energia do Estado, Mauro Arce, que manteve encontros com a Emae nas últimas horas.
A EMAE possui três focos de atuação, todos eles considerados vitais pelos técnicos do governo e de importâncias inquestionáveis: a geração de energia em instalações já existentes e estrategicamente dispostas em centros de carga (Usinas Henry Borden e Piratininga), o suprimento de água bruta para abastecimento público (reservatórios Guarapiranga e Billings) e, por último, as atividades de controle do sistema hidráulico, fundamentais para a segurança operacional e saneamento dos canais e reservatórios e para o controle de cheias na Região Metropolitana de São Paulo.
O complexo de geração de energia da EMAE é composto pela usina hidrelétrica Henry Borden, com capacidade de gerar até 887 megawatts; a hidrelétrica de Rasgão, com 22 megawatts de potência; a hidrelétrica de Porto Góes, com 11 megawatts; a usina termoelétrica de Piratininga, com 472 megawatts de potência. No total, as usinas da EMAE podem gerar até 1.392 megawatts, uma potência de usina de grande porte.
O sistema de controle hidráulico da EMAE é formado pelas usinas elevatórias de Pedreira, com vazão de 395 metros cúbicos por segundo e o de Traição, também no canal do rio Pinheiros, com capacidade de 280 metros cúbicos por segundo. São importantes usinas elevatórias, ajudando a Região Metropolitana a controlar as enchentes.

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