Em terceira condenação, Colli pega mais 90 anos de prisão
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de julho de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, condenou ontem, pela terceira vez em menos de um mês, o advogado e ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina, Marcos Colli, pelo crime de estupro de vulnerável contra três crianças e por fotografar e filmar as vítimas em cenas de sexo explícito e pornográficas. A nova pena é de 90 anos de prisão e 645 dias-multa. Com as três sentenças, o tempo de prisão chega a 224 anos de reclusão.
Colli já havia sido condenado, no último dia 18 de junho, a pena de 70 anos de reclusão, seis meses de detenção e 645 dias-multa. No segundo processo, com sentença de 25 de junho, o ex-presidente do Partido Verde (PV) recebeu pena de 64 anos, um mês e seis dias de reclusão, além de 430 dias-multa. O dia-multa corresponde a um trigésimo do salário mínimo atual, que é de R$ 724.
Nesta ação, Colli foi acusado de abusar de três meninas, que na época dos crimes, em 2010, tinham 6 e 9 anos. As meninas teriam sido molestadas até o ano passado, quando o acusado foi preso. Por se tratar de um crime sexuais contra crianças e com a intenção de preservar a identidade das vítimas, a íntegra da decisão judicial não será divulgada.
Marcos Colli está preso desde o dia 20 de maio do ano passado e após a primeira condenação foi transferido, no dia 24 de junho, da sala especial que ocupava no 5º Batalhão da Polícia Militar (PM) para a unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Durante os primeiros 30 dias, Colli ficará preso em uma cela individual, no chamado período de triagem. Após o primeiro mês, ele será encaminhado para uma cela onde estão outros condenados por crimes sexuais.
O advogado responderá, ainda, a mais uma ação penal, pendente de sentença, por abuso e estupro de vulnerável contra outras três crianças. Um quinto inquérito contra o acusado já foi finalizado pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e encaminhado ao Ministério Público (MP), que ainda não ofereceu a denúncia.
A reportagem não conseguiu contato com a promotora pública, Susana Lacerda, autora das denúncias e nem com a defesa de Marcos Colli.


