Com 103 mil habitantes e 323 casos autóctones de dengue, Cambé entrou na lista de municípios em situação de epidemia no Estado, com incidência de 311,11 por 100 mil moradores. A secretária municipal de Saúde, Maria de Brito Lô Sarzi, avalia que a situação é preocupante, mas que os esforços conjuntos entre os órgãos públicos e os moradores surtiram resultado. Segunda ela, o novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado esta semana, apontou infestação de 0,2% dos imóveis visitados, bem menor que o anterior, de janeiro, que apontava 4,8%.
De acordo com o Ministério da Saúde, apresentam médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, os municípios que têm índice entre 1% e 3,9%. Abaixo de 1%, é considerado como de baixo risco e a partir de 4% como sendo de alto risco. "Conseguimos deixar o grupo de alto risco e passar para uma situação mais confortável, o que não quer dizer que podemos descuidar, pois para baixar os índices é necessário muito esforço", contou.
Com a situação de epidemia confirmada, Maria de Brito informou que as ações de conscientização devem ser reforçadas. Ela disse que ainda não recebeu nenhuma orientação da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). "Independentemente da situação de epidemia, vamos continuar o trabalho de conscientização com associações de moradores e lideranças das comunidades. A única maneira de reduzir os índices é evitar o acúmulo de água, onde o mosquito se prolifera", reforçou.
A situação mais preocupante é no Jardim Silvino, na zona leste, que faz limite com Londrina. O bairro concentra 60% dos casos confirmados da doença e está entre as localidades onde serão realizados novos mutirões de limpeza nas próximas semanas.(C.F.)(Leia mais no caderno Cidades)

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