Marcos NegriniNoriko Misuta, da 15ª Regional de Saúde: ‘‘Médico que realiza pré-natal está apto a detectar patologias’’Um levantamento feito pela 15ª Regional de Saúde, em Maringá, entre os anos de 1990 e 1996, revela que o atendimento pré-natal (acompanhamento médico durante os nove meses de gestação) é ineficiente na rede pública de saúde.
Nos últimos seis anos, 58 mulheres morreram em consequência da gravidez.
Entre elas, 86% realizaram o pré-natal na rede pública de saúde. Outras 12% consultaram médicos particulares e 2% das vítimas realizaram o pré-natal através de outros convênios.
Infecção A causa principal da morte materna é a infecção pós-parto, de acordo com os resultados da pesquisa.
Mas o levantamento também aponta a eclâmpsia (hipertensão específica da gravidez) como a segunda maior causa das mortes.
De acordo com a chefe do setor de epidemiologia da 15ª Regional de Saúde, Noriko Misuta, a maioria das mulheres que morreu em função da gravidez realizou no mínimo sete consultas de pré-natal.
O número reflete a média mínima de consultas preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Algumas das causas mais comuns de morte materna poderiam ser evitadas se as gestantes tivessem recebido um atendimento adequado dos médicos.
A eclâmpsia, responsável por 16% dos casos de morte materna na região, pode ser controlada durante a gravidez.
‘‘Se o médico detectar a eclâmpsia durante o pré-natal, a paciente dificilmente irá correr risco de vida em consequência da gravidez. A hipertensão pode ser controlada através de medicamentos e o médico tem total conhecimento para realizar com eficácia o parto desta paciente’’, diz a chefe do setor de epidemiologia.
Outras causas Ainda de acordo com o levantamentom feito pela Regional de Saúde, 33% dos casos de morte materna têm ‘‘causas obstétricas indiretas’’. Também nestes casos a morte pode ser evitada se a paciente receber um atendimento adequado durante a gravidez e no momento do parto.
Essas doenças ocorrem quando a paciente possui algum tipo de patologia que pode resultar em complicação durante a gravidez ou no momento do parto. ‘‘O médico que realiza o pré-natal está apto a detectar estas patologias e adotar um procedimento especial durante o parto’’, explica Noriko Misuta.

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