Santos - Sem chuvas significativas ontem em Santos, na Baixada Santista, o que mais preocupou os técnicos da Defesa Civil foi o registro de ressaca e da elevação da maré. Nas praias não houve tantos problemas como na periferia, onde muitas ruas da zona noroeste ficaram alagadas, provocando sérios danos à população, que já se acostumou com a invasão das águas em suas casas.
‘‘Estamos atuando de olho nas previsões fornecidas pelo Centro Técnico de Hidráulica e na tábua das marés, a fim de evitar surpresas’’, disse o coronel Nilauril Pereira Silva, que preside a Defesa Civil do município. Ele informou que o acumulado das 72 horas de chuva era de 43,2 milímetros, o que caracteriza uma situação de absoluto controle.
Santos permanecia em estado de observação, conforme prevê o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que deverá vigorar até o mês de março no litoral. A mudança para o estado de atenção só é feita quando as chuvas ultrapassam os 100 milímetros. Nesse caso, uma série de providências é adotada, podendo até ocorrer a remoção dos moradores das encostas e áreas de risco. Os 17 morros santistas estão sendo vistoriados e monitorados pelos técnicos e, até agora, não houve necessidade de qualquer intervenção.
As equipes da Defesa Civil também estão em alerta em Ubatuba (litoral norte de SP), onde há previsão de ressaca para hoje, com ondas que podem atingir até quatro metros.

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