Washington, 10 (AE) - Sob um bombardeio de críticas da esquerda e da direita e às vésperas de iniciar uma reunião que será marcada por protestos nas ruas de Washington conta suas políticas, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje (10) a criação de um escritório independente encarregado de fazer a avaliação de seu trabalho.
A decisão foi tomada pelos 24 diretores-executivos que representam os 182 países membros da instituição. A estrutura, funcionamento e os responsáveis pela nova repartição serão decididos até a próxima reunião anual da organização, marcada para setembro, em Praga.
Segundo nota divulgada à imprensa, "o trabalho de escritório de avaliação complementará as atividades de avaliação interna e externa já em curso no FMI". Nos próximos dias, o Fundo divulgará um estudo que serviu de base para a decisão.
Essa é a segunda iniciativa que o FMI toma em menos de uma semana para responder a seus críticos. Na última quarta-feira, o diretor-gerente-adjunto, Stanley Fischer, anunciou novos critérios de transparência a que os bancos centrais dos países membros terão de se submeter, a partir de julho, para receber novos créditos do FMI.
A medida foi motivada pelo desvio de parte dos recursos que a instituição emprestou à Russia e pelas informações falsas que o banco central da Ucrânia forneceu para manter seu acesso a desembolso de um crédito do Fundo. Será criado um sistema de supervisão dos bancos centrais, em duas fases.
Na primeira, o BC do país interessado em crédito terá de apresentar uma série de documentos e informações bem mais detalhadas do que as exigidas atualmente e autorizar contatos uma missão técnica do Fundo e auditores independentes de seu balancete. Se isso não satisfizer o "board" (diretoria-executiva), o BC em questão terá então de abrir seus livros para uma auditoria direta do FMI e de especialistas de outros países membros.

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