Em protesto, professores reduzem tempo de aulas
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quinta-feira, 09 de fevereiro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os cerca de 100 mil professores e funcionários da rede estadual de ensino realizam hoje uma manifestação em todo o Paraná. As aulas terão trinta minutos no segundo dia letivo do ano. Os estudantes do período da manhã deverão ser liberados entre 10 e 10h30; à tarde, entre 15h30 e 16 horas; e à noite as aulas devem terminar por volta das 21 horas. Nas maiores cidades do Estado, além da redução no período letivo, vão ser realizados atos públicos nas áreas centrais. Em Londrina a mobilização ocorre a partir das 10h30 no Calçadão, em frente ao Cine Teatro Ouro Verde. No mesmo horário, em Curitiba, os docentes e funcionários se reúnem na Boca Maldita.
''Em Londrina são aproximadamente 10 mil professores e funcionários da rede estadual. Deste total acreditamos que entre 1 mil e 1,2 mil profissionais participem do ato na Região Central. A categoria está mobilizada em todo o Estado'', explicou Antonio Marcos Rodrigues Gonçalves, presidente do núcleo da APP-Sindicato em Londrina.
A categoria reivindica que um terço do tempo de trabalho possa ser utilizado na preparação e pesquisa para elaboração das aulas, reajuste de 22% no valor de piso, além de melhorias no atendimento de saúde dos profissionais. ''O índice de 22% ainda deve ser confirmado pelo Ministério da Educação, mas queremos discutir isto com o governo estadual. Além disso queremos a implantação de 33% da jornada de trabalho como hora-atividade. Esta porcentagem está prevista na lei federal 11.738/2008. Também queremos melhorias na saúde. O Sistema de Assistência de Saúde (SAS) dos servidores públicos estaduais está em situação precária'', destacou o secretário de imprensa da APP-Sindicato, Luiz Carlos Paixão.
Os estudantes receberam ontem uma carta com os motivos do protesto. A categoria já se reuniu com o governo em 31 de janeiro, e não há reunião marcada para hoje.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) afirmou que o governo do Paraná e o sindicato estão negociando as reivindicações dos professores e que as reuniões são constantes. Além disso, acrescentou que ''pretende avançar sempre com o diálogo com a categoria, de forma harmoniosa e transparente''. Sobre a paralisação de hoje, entretanto, nada foi divulgado.


