Mais de 100 caminhões participaram ontem de uma carreata em Ponta Grossa. Essa foi a forma encontrada pelos grevistas para manifestar sua revolta contra o governo, que até agora não chamou a categoria para uma negociação. Além de percorrer os principais pontos de protesto (BR-373, BR-376 e PR-151), o grupo passou também por dentro da cidade.
Por causa dos atos violentos acontecidos na cidade desde o início da semana e que culminaram com a prisão do líder grevista, Neuri Leobet, pela Polícia Rodoviária Federal, ontem os grevistas foram ao Ministério Público pedir proteção.
A promotoria reuniu representantes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual e Federal e o presidente da Câmara dos Vereadores, Gerveson Tramontin Silveira (PT), além de representantes dos caminhoneiros. Eles assinaram um protocolo de intenções.
No documento ficou acertado que a greve ficará centrada apenas nos postos de combustível, sendo que a partir do momento que estiver lotado, os caminhoneiros se dirigirão até o posto seguinte. Assim, não invadirão a pista, tampouco abordarão os caminhoneiros que estiverem transitando pelas rodovias. ‘‘Ficaremos limitados à beira da pista, fora do acostamento, com faixas, convidando os demais caminhoneiros para aderir ao movimento’’, comprometeu-se o presidente da Associação dos Caminhoneiros dos Campos Gerais, Neuri Leobet.
As instituições policiais se comprometeram a não abordar os caminhoneiros sob qualquer pretexto que se relacione com a greve, salvo na hipótese de descumprimento do protocolo. Pelo documento também fica proibida a ingestão de bebidas alcoólicas pelos caminhoneiros, enquanto estiverem em piquete. E todos os presentes se comprometeram a tentar identificar pessoas infiltradas no movimento com o objetivo de tumultuar as manifestações. (Denise Angelo, de Ponta Grossa)

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