Em Pirajuí, presos se rebelam e mantêm 15 agentes reféns
Presos da Penitenciária 1 de Pirajuí (400 km a noroeste de São Paulo) se rebelaram ontem à tarde e mantinham 15 agentes penitenciários como reféns até o fechamento desta edição. Não foi informado se os presos estavam armados ou se havia feridos. Foi a primeira rebelião no Estado desde a onda de motins patrocinada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) no domingo.
Segundo o coronel Luiz Roberto Carchedi, da Polícia Militar, os cerca de 870 presos exigiam que os dez detentos integrantes do PCC, que foram transferidos de Guarulhos para a unidade ontem, fossem tirados da área de isolamento.
Na prática, essa exigência foi atendida no início da rebelião porque todos os detentos passaram a circular pelo presídio, mas eles estão fazendo uma lista de reivindicações e não sabemos o que vem por aí, disse o coronel Carchedi.
Segundo um investigador da Polícia Civil, que não quis se identificar, os rebelados estariam querendo acertar contas com os membros do PCC. Até segunda-feira não havia ninguém da facção na P1, disse o policial.
O diretor do presídio, Antonio Paulo Veronezzi, tentava, até o fechamento desta edição, negociar com os detentos.
No domingo, um detento foi decapitado na Penitenciária 2 de Pirajuí, que fica a cerca de cem metros da primeira unidade. Foi a única morte registrada nas penitenciárias do interior.
A rebelião, pelo que a reportagem apurou, seria uma resposta dos detentos da P1 que estariam sendo cobrados pelos companheiros da P2 por não ter aderido ao movimento de domingo. (Agência Folha)





