Os soldados e cabos da Polícia Militar em greve vão para uma queda de braço, hoje, com o Governo do Estado. Enquanto o governo estadual convocou todos os policiais para retornar aos quartéis às 7 horas de hoje, diante da decretação de ilegalidade da paralisação, a direção do movimento chamou todos os grevistas para reunião, no mesmo horário, defronte ao Palácio do Governo, na Praça da República.
Embora o governo não adiante a que tipo de sanção serão submetidos os grevistas, as punições deverão ocorrer. ‘‘Todas as medidas serão tomadas’’, limitou-se a dizer ontem o secretário estadual de Defesa Social, coronel Iran Pereira. Os grevistas garantem estar prontos para qualquer tipo de represália e já começaram a armar acampamento na praça garantindo que só sairão de lá quando conseguirem o atendimento à reivindicação.
‘‘Nós não vamos nos intimidar com as ameaças do governo’’, afirmou o diretor da Associação de Cabos e Soldados, Moisés Filho.‘‘É pressão psicológica’’. Ele observou que os cabos e soldados são concursados e não podem ser demitidos sumariamente. E assegurou que os grevistas continuarão em vigília permanente aguardando a retomada das negociações.
Os policiais querem aumento do soldo dos atuais R$ 74,00 para R$ 151,00 com uma repercussão proporcional sobre as gratificações, elevando o salário dos atuais R$ 600,00 para R$ 900,00. O governo ofereceu um soldo de R$ 130,00, mas sem o efeito cascata sobre as gratificações. Garantiu, entretanto, que seria concedido um aumento real de salário. A proposta, feita na sexta-feira, foi recusada.