São Paullo, 06 (AE) - As submetralhadoras e os fuzis representam uma pequena parte do universo de armas ilegais apreendidas pela Polícia Militar em São Paulo. De janeiro a setembro, a PM recolheu 19.520 armas de fogo no Estado - 2.238 delas em setembro. No mesmo período, foram apreendidas 67 submetralhadoras e 47 fuzis com bandidos. A maioria das armas de fogo encontradas nas mãos da população ainda é formada por revólveres (12.636 do total recolhido) e pistolas semi-automáticas (2.733).
A ação da PM, no patrulhamento das cidades, não se direciona contra os grandes carregamentos de armas, embora eles também possam ser interceptados. A polícia, geralmente, encontra as armas que apreende em revistas nas ruas, bares e casas. No ano passado, a estatística da corporação apontou 22.839 armas de fogo tiradas de circulação no Estado. Comparação - A proporção entre os tipos de arma achados neste ano e em 1998 é semelhante. No ano passado, a predominância foi de revólveres (14.519) e pistolas (3.687). Foram recolhidas poucas submetralhadoras (80) e fuzis (60). Esses números mostram que os tipos de arma mais apreendidos são os negociados livremente no País. Fuzis e submetralhadoras só podem chegar ao Brasil por meio de contrabando ou pelo roubo de armas do gênero fabricadas pela indústria nacional, mas destinadas ao mercado externo ou às Forças Armadas.
De acordo com a polícia, é difícil ocorrer em São Paulo a apreensão de um grande carregamento de fuzis, de submetralhadoras e de pistolas semi-automáticas de uso proibido (calibres 9 milímetros, 45 e 40). Segundo o delegado Gilberto Tadeu, da Superintendência da Polícia Federal no Estado, a maioria dessas apreensões é feita perto das fronteiras do País. Sapos - Nem mesmo no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, esse tipo de ação ocorre com frequência. "Apreendemos muitos carregamentos de drogas e até um de 500 sapos e cobras que um alemão tentava tirar clandestinamente do País e levar para a Alemanha, onde seriam usados como cobaias", disse o delegado Francisco Basile, titular da Delegacia da Polícia Civil do aeroporto. Desde que assumiu o cargo em fevereiro, Basile não apreendeu nenhum carregamento de armas de fogo. Neste ano, a maior apreensão desse tipo no aeroporto foi feita pela Receita Federal
que encontrou uma carga de 500 pistolas calibre 9 mm, de venda proibida no Brasil. (M.G.)

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