Em Morretes, PS está fechado há 15 dias
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terça-feira, 03 de novembro de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
O que represantes de hospitais de Londrina temem aconteceu no litoral do Estado. Sem receber o repasse da prefeitura há dois meses, o Hospital e Maternidade de Morretes fechou as portas da unidade há 15 dias. Segundo a presidente da associação mantenedora, Osmarilda Consentino, cerca de R$ 180 mil não estão sendo repassados desde setembro pela prefeitura.
''O hospital, que funciona na cidade há 60 anos, recebe repasse do SUS, e até então, do município. Como a verba do SUS é insuficiente, com a falta de pagamento, os médicos deixaram a unidade e os pacientes estão sendo encaminhados aos hospitais de Paranaguá e Antonina.'' A reportagem tentou falar com o prefeito de Morretes, Hamílton de Paula, mas o celular estava desligado.
Londrina
Após o acordo entre prefeitura de Londrina e hospitais filantrópicos na última sexta-feira, pelo menos nos próximos dias médicos plantonistas não devem suspender os atendimentos de urgência e emergência destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos Prontos-Socorros (PSs) e UTIs pediátricas. Durante o domingo e feriado, o atendimento ocorreu praticamente dentro da normalidade.
Segundo o superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), Fahd Haddad, apenas alguns problemas pontuais ocorreram nesse fim de semana de feriado prolongado. ''Em função da demora de uma posição da prefeitura com relação aos pagamentos atrasados, não conseguimos tempo hábil para conversar com todos os médicos. Por isso, a ortopedia teve desfalque de profissionais. Mas isso será resolvido nos próximos dias, já que houve um compromisso em manter os atendimentos'', esclareceu.
Para Álvaro Luiz de Oliveira, diretor do Conselho Regional de Medicina (CRM), mesmo com o acordo, não há nada definido sobre a suspensão dos atendimentos. ''Antes da reunião que será feita com o Ministério da Saúde no dia 5, não dá para prevermos nada. Posso dizer que não há interesse dos médicos em parar de trabalhar. Contudo, precisamos que a situação realmente se resolva por completo'', afirmou o diretor.


