Campinas, SP, 03 (AE) - A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estão em alerta no município de Mogi Guaçu, depois de quase 50 horas ininterruptas de chuva. O rio Mogi Guaçu, que corta a cidade, está com o dobro da vazão e pode transbordar, colocando em risco moradores dos bairros Jardim Bertioga e Vila Maria. Até hoje cinco famílias haviam sido removidas de áreas de risco. A chuva deu uma trégua, mas a situação pode agravar-se, pois continua chovendo forte na cabeceira do Mogi Guaçu, que nasce em Minas Gerais e o rio não pára de subir.
Uma usina hidrelétrica, construída pela Central Energética de São Paulo (CESP), está preocupando os moradores. É que os técnicos da usina, cujo comando fica em Bauru - mais de 400 quilômetros de distância - devem abrir mais as comportas para esvaziar o lago, que ameaça moradores de Itapira, município vizinho."A vazão nos últimos dias dobrou", disse o diretor da Defesa Civil de Mogi Guaçu, Antenor Bizigatto. "Se aumentar mais a vazão os moradores localizados em áreas de risco depois da barragem poderão sofrer as consequências" acrescentou.
Temporal - Um temporal na noite do ano-novo causou transtornos em outras cidades da região. O município de Campinas
onde há 1.150 famílias morando em 50 áreas de risco, foi o mais atingido. A prefeitura informou que várias obras, para conter as enchentes, deveriam ficar prontas em fevereiro, mas ficaram comprometidas depois da chuva de sábado e não há previsão de quando ficarão prontas.
Hoje foi um dia de muito trabalho para as donas de casa e comerciantes da avenida Luiz Camilo de Camargo, em Hortolândia. O rio Jacuba transbordou, invadiu casas e arrastou um veículo. Em Sumaré, o Ribeirão Quilombo subiu mais de um metro, invadiu vários barracos, no Jardim São Domingos. As seis famílias que foram retiradas do local voltaram hoje para casa.