Em Minas Gerais 1,25 milhão de consumidores ficam sem energia
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 12 (AE) - A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou hoje que cerca de 1,25 milhão de consumidores, dos 5 milhões atendidos pela empresa no Estado, tiveram o fornecimento de energia interrompido ontem em razão do blecaute. Os cortes, que variaram em média de 10 a 20 minutos, na maioria dos municípios pertencentes à área de atuação da estatal, começaram a ocorrer as 22h16.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, 240 mil consumidores, dos 1,3 milhão, ficaram sem luz, principalmente nas regiões Leste, Oeste e Centro-Sul, onde houve cortes parciais. A cidade mais atingida foi Ribeirão das Neves, última a ter o fornecimento restabelecido, depois da meia-noite.
No Sul de Minas o blecaute foi mais grave. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Cemig, cidades de pequeno e médio porte na região de Poços de Caldas, como Itajubá, Pouso Alegre, Muzambinho, Brasópolis e Ouro Fino, ficaram sem energia, por períodos que chegaram a 43 minutos.
Técnicos da Cemig estimaram que a estatal perdeu 1.900 megawatts no horário do evento, pouco menos de 40% de sua carga total. O problema só não foi maior porque o sistema de distribuição da empresa não foi afetado. No momento em que houve o desarme de equipamentos e unidades da Cesp e de Furnas, a empresa mineira contribuiu com sua geração para abastecer Goiás e Brasília, reduzindo o impacto do corte de fornecimento naquelas regiões.
Zona da Mata - A direção da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina, responsável pelo fornecimento de energia a 65 cidades da Zona da Mata e duas do Oeste do Rio de Janeiro, também teve problemas. Segundo técnicos da empresa, todos os municípios sofreram cortes totais ou parciais, à partir das 22h16. A situação só foi normalizada por volta das 2h30 de hoje.
A estratégia da Cataguases-Leopoldina no momento dos cortes, segundo o chefe de departamento de operação de sistema da empresa, Paulo Morani, foi intensificar a produção de energia em usinas prórias para atender à demanda. Com isso, alimentamos as cargas prioritárias, os circuitos onde há hospitais e delegacias, disse.


