Em Miami, piloto recupera o humor e pede charuto
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quarta-feira, 10 de setembro de 1997
Agência Estado Miami 
No primeiro dia internado no Jackson Memorial Hospital, Émerson Fittipaldi recuperou o bom humor. Pediu ao médico particular, o cubano George Suarez, que trouxesse um charuto havana e, ao ver no corredor a enfermeira que o atendeu no ano passado após o acidente de Michigan, não se conteve e falou em bom portunhol. Mamãezita, venha cuidar de mim.
O piloto chegou ao hospital por volta de 7h30 da manhã, depois de receber tratamento VIP das autoridades da imigração americana. Os oficiais de plantão examinaram sua documentação ainda dentro do avião e Émerson tinha uma ambulância na pista para esperá-lo. No desembarque usou a plataforma mecânica normalmente utilizada para abastecimento de comida.
Fittipaldi viajou na parte de trás do avião, na classe econômica, isolado por uma cortina, no espaço de três fileiras de três poltronas retiradas especialmente para acomodá-lo. Viajou deitado numa cama especial, com colchão bem duro, amarrado para imobilizar a coluna.


