Francisco Beltrão – Na noite da última segunda-feira, o aposentado Antônio Soares se preparava para assoprar as velas do bolo em comemoração aos 78 anos de idade quando um vento de com velocidade de mais de 120 km/h arrasou a Comunidade Quilômetro Oito, bairro rural de Francisco Beltrão. Pouca coisa restou na casa onde ele e mais 14 parentes celebravam o aniversário.
Em menos de dois minutos, o que se via nas redondezas eram animais mortos, caminhões retorcidos e árvores arrancadas. Entre todos que estavam na festa, apenas uma mulher de 65 anos teve ferimentos mais graves. Ela quebrou uma das pernas e precisou ser internada, mas segundo familiares, passa bem.
O pedreiro Antônio Fontes, de 52 anos, foi um dos poucos que não tiveram a casa atingida pelo tornado. Ele lembrou que ajudou a construir a casa de Soares, há três anos. Olhando os escombros, Fontes parecia não acreditar no que via. "Foi muito triste ver tudo se acabar assim tão rápido. Vamos demorar para recuperar tudo. Graças a Deus ninguém morreu."
Cerca de dois quilômetros distante, a propriedade da família Casagrande era ó desolação. Horas antes do tornado, o aviário havia recebido 6 mil pintinhos. A maioria morreu quando toda a estrutura desabou. Ontem, enquanto os funcionários recolhiam as aves mortas para fazer o descarte, muitas ainda piavam sob o amontoado de madeiras e da estrutura metálica retorcida. "É impossível recolher tudo. Os que ficaram vão morrer de frio ou de fome", lamentou Adelino Casagrande. Ele calcula os prejuízos em cerca de R$ 1 milhão. (C.F.)

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