Em Maringá, apenas luteranos decidem unir-se aos católicos Foto Marcos NegriniECUMENISMOArcebispo de Maringá, dom Murilo Krieger (esq.), e o pastor da Igreja Evangélica Luterana, Elemar Mai Marta Medeiros De Maringá A Igreja Luterana foi a única congregação evangélica de Maringá a participar da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica que este ano explora o tema da ‘‘Dignidade humana e paz – Novo milênio sem exclusões’’. É a primeira vez também que a campanha, lançada ontem em todo o país com a participação de outras seis igrejas cristãs, se abre para o ecumenismo. Segundo a assessoria do Diálogo Ecumênico e Inter-religioso da Arquidiocese de Maringá, foram feitas mais de ‘‘uma centena’’ de convites para outras igrejas evangélicas participarem da campanha. Para o arcebispo de Maringá, dom Murilo Krieger, qualquer ‘‘pequeno passo’’ é muito importante. ‘‘Estamos tentando uma união a partir de uma questão social. Um consenso das questões doutrinárias entre as igrejas é muito mais difícil e pode ser discutido depois com mais tempo’’, avaliou o arcebispo. O principal objetivo da campanha deste ano é denunciar as ameaças contra a dignidade humana. Na região Noroeste, a preocupação da arquidiciocese é com o conflito envolvendo sem-terra e fazendeiros. Segundo o pastor Elemar Mai, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, nem tudo é consenso entre os luteranos e os católicos, mas desta vez a união é em torno de um ideal. ‘‘Nessa posição de diálogo temos que falar e escutar e isso implica em um processo de aprendizagem’’, contou Mai. Para o pastor, o ecumenismo não representa a perda de valor ou de identidade da igreja. Dom Murilo Krieger acredita que o fato das igrejas terem em comum a ‘‘mesma Bíblia e o mesmo Jesus Cristo é mais importante do que qualquer divergência doutrinária’’.

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