Os londrinenses também têm histórias para contar sobre tremores de terra. O registro mais antigo é de 21 de dezembro de 1983, quando um terremoto no Norte da Argentina fez tremer os prédios do Centro da cidade. O abalo, que durou poucos segundos, causou interferência no sistema telefônico e elétrico da cidade.
No final da tarde de 24 de junho de 1991, um domingo, a terra tremeu novamente na Argentina, há 1500 quilômetros de Londrina, com um terremoto de 6,3 na escala Richter. As ondas chegaram novamente até Londrina. Moradores dos prédios do Centro da cidade relataram que viram objetos caindo no chão, lustres balançando e móveis deslizando. Algumas pessoas deixaram as residências com medo de novos abalos.
A história se repetiu no dia 23 de janeiro de 1997. Moradores do Centro da cidade relataram três tremores seguidos, que duraram no máximo 7 segundos. O Observatório Sismológico de Brasília explicou que os abalos eram reflexos de um terremoto no Norte da Argentina.
Segundo especialistas, quando ocorrem sismos na América do Sul, eventualmente se formam ondas suficientes para se propagar a grandes distâncias, chegando ao Sul do Brasil. Os moradores das partes mais altas dos edifícios sentem mais os tremores porque o balanço ocorre como num pêndulo invertido.

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