Londrina – O setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde está preocupado com o alto índice de focos de dengue encontrados nos cemitérios de Londrina. A última vistoria, realizada nos dias 18 e 19 de abril, apontou a presença de larvas do mosquito transmissor da doença, sobretudo no Cemitério São Pedro, na região central.
"Muitos visitantes acabam deixando sacos plásticos, copos, nos túmulos e também nas vias. Além dos vasos que se espalham pelos cemitérios e acabam acumulando água", explicou o coordenador de Endemias do município, Jorge de Sá. "Fizemos uma notificação de adequação para a Acesf e faremos uma nova vistoria na próxima semana."
De acordo com o superintendente em exercício da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Ademir Gervásio de Souza, a autarquia já realizou um mutirão de limpeza nos cemitérios e definiu algumas medidas para evitar que novos focos apareçam.
"Toda vez que chover, no dia seguinte será feito um mutirão pelos servidores. Toda quinta-feira será realizado um arrastão recolhendo materiais que acumulam água e virando os vasos sobre os túmulos. E já solicitamos ao setor de Endemias reuniões com os servidores e com os autônomos que trabalham nos cemitérios para que eles possam ser orientados sobre o trabalho de combate à dengue", apontou Ademir de Souza.
O número de focos é maior no São Pedro em virtude da grande quantidade de vasos fixos de granito e bronze. "Solicitamos que os concessionários desses túmulos façam um buraco maior nos vasos para não acumular água. Precisamos da colaboração de todos, já que não tem como fiscalizar 30 mil túmulos toda semana", ressaltou Souza.
Londrina tem 639 casos de dengue confirmados e 3.966 notificações no ano. Do total de casos, 569 são autóctones e 70 importados. Foram registrados ainda dois casos de dengue com complicação e um de febre hemorrágica. Os três pacientes já receberam tratamento e estão fora de perigo.
"Desde sábado estamos com uma camionete fumacê passando por alguns bairros onde uma análise técnica apontou um número maior de casos e suspeitos, como o Jardim Bandeirantes, do Sol, Leonor (zona oeste), União da Vitória (zona sul) e São Jorge (zona norte). Em outros locais, onde é necessário entrar nos imóveis, continuamos com o trabalho de fumacê costal", garantiu Sá.

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