Londrina - A pouca representação do sexo feminino no alto escalão do governo federal é repetida em outras esferas de poder. No Paraná, o governo do Estado tem somente quatro mulheres entre os 30 secretários da administração direta (proporção de 13%).
Em Londrina, segundo a Secretaria de Recursos Humanos, 70% dos servidores efetivos da administração municipal direta e indireta são do sexo feminino – nesse cálculo não entram os funcionários da Sercomtel, Companhia de Habitação (Cohab) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Embora a representação feminina no secretariado municipal seja inferior à registrada no quadro geral de servidores da prefeitura, ela está acima do verificado no ministério do governo federal e no secretariado estadual: dos 29 cargos principais da administração municipal, entre gestores de secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas, 11 (38%) são ocupados por mulheres.
"Quando o prefeito (Alexandre Kireeff, do PSD) foi compor o secretariado, ele fez consultas em órgãos de classe e junto a profissionais de referência nas respectivas áreas. Eu sequer o conhecia pessoalmente. Pessoas na área de trabalho me indicaram e eu fui chamada para uma entrevista", relata Kátia Marcos Gomes, que acumula as secretarias de Trabalho e Recursos Humanos.
A secretária argumenta que, como a atual administração adota o discurso da "gestão técnica", são evitadas nomeações políticas, área dominada pelos homens. "Independentemente de ser homem ou mulher, o conhecimento técnico é o que importa. Como o meio político é mais habitado por homens, geralmente (na administração pública) acontecem mais indicações de nomes do sexo masculino", justifica.(F.G.)

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