A procura pela vacina da dengue ainda é baixa nas unidades básicas de saúde (UBS) de Londrina. Apesar da gratuidade e da ampliação da quantidade de locais de aplicação, apenas 5% das 120 mil pessoas que se enquadram na faixa etária de 15 a 27 anos foram imunizadas. Até a última segunda-feira, apenas 5.951 doses haviam sido aplicadas em Londrina. A Secretaria de Saúde de Londrina reconhece o baixo movimento e já estuda alternativas para atingir a meta estipulada.
A reportagem da FOLHA percorreu UBS em todas as regiões da cidade na manhã desta terça (23) e encontrou pouquíssimas pessoas nas filas esperando pela imunização. Entre os locais visitados, apenas a unidade do Jardim Marabá (zona leste) já havia vacinado mais de cinco pessoas – foram oito no total. A coordenadora Josiane Nunes Maia esperava mais. "A expectativa era por pelo menos 30 pessoas. Avisamos nas escolas e na comunidade em geral, já era para estar mais alta", avaliou.
Para Josiane, no entanto, a baixa procura tem uma explicação: "É uma faixa etária jovem, saudável, que raramente procura a unidade básica de saúde, só mais em momentos de emergência mesmo".
A busca pela vacina da dengue também foi baixa na UBS do Conjunto Milton Gavetti (zona norte), onde nenhuma dose havia sido aplicada até as 10h30 desta terça. Apenas uma mulher apareceu para tomar a vacina, mas como está grávida não foi imunizada. A situação não foi muito diferente na unidade do Jardim Santiago (zona oeste), onde apenas cinco pessoas tomaram a vacina até as 11 horas. Uma das enfermeiras contou à reportagem que o movimento baixo surpreendeu negativamente. Segundo ela, em época de campanha, a média por lá é de 50 imunizações por período.
Na unidade do Campos Verdes (zona norte), entre as 7 e as 10h30, apenas três pessoas haviam sido imunizadas. Quem apareceu para tomar a vacina até se surpreendeu pela falta da fila. "Achei que ia ter mais gente, mas melhor assim. Cheguei e já fui atendido rapidamente. Tem muita gente que não se interessa, pelo menos eu já fico mais tranquilo, estou livre e imunizado", contou o desempregado Selton Banholi, de 18 anos.
A Secretaria de Saúde admite que a procura tem sido baixa e já procura novas formas de atingir o público escolhido para receber as primeiras doses da vacina, cedidas pelo governo estadual. Além de ampliar as campanhas, a equipe da pasta fará visitas a 15 colégios estaduais da cidade para vacinar alunos de 15 a 27 anos, a partir desta quinta. "Apesar da estratégia de ampliar o número de locais para deixar mais acessível a vacina, a gente também compreende que não é o público das unidades de saúde. Estamos contando agora com a divulgação e essas outras medidas que estamos adotando para alcançar esse público", explicou a diretora geral da Secretaria de Saúde, Eliana Marussi.
O Núcleo Regional de Ensino (NRE) também vai ajudar com a distribuição de informativos aos pais dos jovens. Um próximo passo, segundo Eliana, pode ser a parceria para aplicar a vacina em universidades.

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