Em Londrina, grupo estimula partos normais
Londrina - Responsável pelo grupo Martenagem em Londrina, a doula (assistente de parto) Laísa Bonini trabalha no acompanhamento de mães que optam pelo parto normal. Após reunir 450 participantes no Facebook, Laísa iniciou neste mês encontros gratuitos para esclarecimentos, informações e trocas de experiências das gestantes. "A doula acompanha a mulher no pré-natal, no parto e depois do nascimento do bebê. Antes, conversamos sobre os tipos de partos, fases do trabalho de parto, posições e técnicas não farmacológicas para o alívio da dor", explica.
Ela esclarece que a doula não é contra intervenções, desde que exista uma necessidade real. "Em primeiro lugar, a mulher que quer o parto natural deve procurar uma equipe médica que trabalha pelo parto humanizado", aconselha. Além disso, Laísa ressalta que a doula não substitui nenhum integrante do corpo médico ou o acompanhante escolhido pela parturiente, mas trabalha no suporte físico e psicológico da paciente.
As mulheres ainda podem optar pelo parto domiciliar, no entanto, precisam do acompanhamento de enfermeiras obstetras com equipamentos necessários para o atendimento da mãe do bebê. "O parto em casa precisa ser bem planejado e o pré-natal não pode apresentar nenhum risco", acrescenta.
Mãe de uma menina de 2 anos, Laísa está grávida de 26 semanas e prepara a mãe e o marido para o acompanhamento na hora do nascimento do segundo filho. "Na primeira gravidez, eu já tinha optado pelo parto natural com base nas experiências de outras pessoas, como minha mãe e minha avó. Depois disso, comecei a estudar o assunto e me formei como doula", lembra.
Segundo ela, entre os benefícios do parto natural estão o amadurecimento dos pulmões do bebê, fortalecimento do recém-nascido após a passagem pelo canal, amamentação mais fácil e recuperação imediata da mãe, além do risco menor de infecções e hemorragias. "A cesariana salva muitas vidas, mas se for feita sem necessidade pode colocar em risco a gestante e o bebê", afirma a doula, acrescentando que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15% de partos cesarianos. (R.F.)