Em Londrina, adesão de 70%
Londrina - Cerca de 70% dos médicos da cidade aderiram à paralisação nacional de ontem, de acordo com o presidente da Associação Médica da Londrina (AML), Antonio Caetano de Paula.
''A adesão foi boa, por isso acredito que o resultado do movimento será satisfatório. Conseguimos chamar a atenção da população, da Agência Nacional de Saúde Suplementar e das operadoras para a necessidade de reajustes nos pagamentos de consultas e demais procedimentos médicos'', afirmou.
A reportagem entrou em contato com dez clínicas de diferentes especialidades na cidade. Todas participaram do movimento. Seis deles não atenderam nem mesmo consultas particulares.
Cerca de 50 médicos de Londrina e região se reuniram no final da tarde de ontem, na Associação Médica, para debater medidas que possam melhorar a situação em Londrina. De acordo Caetano, há operadoras locais que estão pagando o recomendado pela última Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que seria em torno de R$ 60,00 por consulta, mas muitas utilizam tabelas defasadas, de 1992.
Sueli Gorla, que representou o Sindicato Médico do Norte do Paraná na reunião, apresentou um estudo realizado em Minas Gerais que indica que os médicos deveriam receber R$ 95,00 por consulta - se fizer 12 por dia - para cobrir os custos dos consultórios.
Caso o movimento não surta o efeito desejado de reajustes nas tabelas de operadoras, Caetano presidente da AML, acredita que o número de descredenciamentos deve aumentar.(Davi Baldussi/Reportagem Local)





