Em Londrina, 85% das vítimas tinham antecedentes criminais
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Paulo Monteiro<br>Grupo Folha 
De acordo com a Polícia Militar (PM), Londrina registrou 93 homicídios no ano passado, 21 a menos que 2016, que havia encerrado com 114 ocorrências. Neste índice não são contabilizados os casos de latrocínio (roubo seguido de morte) e de confronto entre suspeitos e forças de segurança. De acordo com o porta-voz da PM em Londrina, major Nelson Villa Júnior, a redução é ainda mais significativa quando se compara o último trimestre (outubro, novembro e dezembro) de cada ano. Em 2016, foram 43 assassinatos, em 2017, apenas sete crimes contra a vida neste período.
Das 93 pessoas vítimas do crime de homicídio, 79 possuíam antecedentes criminais (85%). "De todas as pessoas mortas, apenas 14 não tinham qualquer envolvimento com delitos ou indicativos criminais. Demonstra que a pessoa que se envolve com a criminalidade tem a tendência de se tornar vítima dessa própria violência. E que as pessoas que não se envolvem com a criminalidade têm uma cidade segura para se viver", avaliou o major.
Sobre a redução no índice de mortes em comparação aos últimos dois anos, Nelson Villa Junior aponta os investimentos na área da segurança pública como um dos pilares deste resultado. "Caiu bastante em comparação ao último trimestre de cada ano, uma margem de 80% no número de homicídios. Demonstra o investimento realizado em recursos humanos e logísticos. Só nos últimos três meses foram entregues 20 viaturas para Londrina. Fatores preponderantes para essa redução", disse.
A expectativa para 2018 é que a tendência seja mantida. "Embora esses números pareçam positivos, eles demandam que as polícias continuem trabalhando em conjunto, realizando inúmeras operações com o propósito de que esses índices diminuam ainda mais", reforçou. "Se a prevenção se faz através da presença e da resposta rápida da polícia, com esses recursos ela é ainda mais eficiente. A expectativa para 2018 é diminuir o índice de crimes, entre eles os de homicídios", adiantou Villa Junior.


