Marcos Zanatta
De Maringá
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) encerra hoje o recadastramento de famílias sem-terra no município de Itaguajé (110 quilômetros ao norte de Maringá). A previsão é que 300 famílias se inscrevam no cadastro do instituto, que está priorizando apenas os trabalhadores do município. Até ontem 210 famílias tinham procurado o órgão, que está atendendo na Câmara de vereadores. ‘‘Vamos atender apenas os moradores de Itaguajé e não adianta famílias de fora procurarem’’, avisa Sebastião Santos Oliveira, funcionário da prefeitura que está auxiliando o Incra.
Ele diz que conhece ‘‘quase’’ todos os moradores do município, e em caso de dúvida exige um comprovante de residência. O problema, diz, é que a maior parte não tem como comprovar. ‘‘O pessoal da região também não precisa vir para cá porque o cadastro será feito nos demais municípios’’, adianta. Oliveira revela que a maior parte das famílias atendidas até ontem, são de trabalhadores rurais, que cortam cana para usinas da região. ‘‘Boa parte está sem emprego’’, revela.
O Incra está recadastrando as famílias de sem-terra mesmo sem problemas de invasões na região. Oliveira lembra que a última ocupação foi no início do ano passado, quando 120 famílias entraram na Fazenda Arapongas. Os sem-terra já deixaram a área, e estão acampados na estrada de acesso à propriedade. Em Itaguajé existem ainda 63 famílias assentadas em duas áreas. A maior parte dos sem-terra são do assentamento Salete, que abriga parte das famílias que invadiram a fazenda Água Amarela, em Jardim Olinda.

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