Em Ibiporã, unidade sofre 15 roubos em seis anos
Ibiporã - Em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), a agência dos Correios foi assaltada 15 vezes em seis anos. No ano passado, os funcionários fizeram uma greve de nove dias pedindo a contratação de segurança. A Empresa de Correios e Telégrafos (ETC) prometeu resolver a situação em 120 dias, mas dois dias após a volta ao trabalho, o local foi mais uma vez alvo de bandidos e a unidade foi fechada temporariamente. Os trabalhadores transferidos para o Centro de Distribuição e Triagem.
"A gente ficava esperando quando seria o próximo assalto. Eles chegavam de capacete ou encapuzados, pulavam o balcão e exigiam o dinheiro. A sensação era que a qualquer momento íamos levar um tiro", contou um trabalhador.
Hoje, o serviço dos Correios é feito por uma agência franqueada no centro da cidade, mas de acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Fabiano Batista Silvério, nem todos os serviços postais são oferecidos pela franqueada. "A população está perdendo com o fechamento da agência, porque dependendo da encomenda precisa ir para Jataizinho fazer a postagem."
Para o sindicalista, a ECT não está dando a devida importância para a situação. "Cobramos uma resposta da empresa, mas eles só dizem que estão monitorando e que têm uma matriz de risco para avaliar a necessidade de segurança, mas como as agências não são bancos, não têm necessidade de segurança", disse o diretor.
O dirigente do Sintcom afirma que a ECT descumpre a legislação federal, que determina que empresas que realizem transações financeiras devem garantir vigilantes e outras medidas de segurança, e o Acordo Coletivo de Trabalho, que diz que "a ECT mantém o compromisso de adotar as medidas necessárias para preservar a segurança física dos empregados e empregadas, clientes e visitantes que circulam em suas dependências".
ESTRUTURA
A ECT afirmou, por e-mail, "que todas as agências possuem cofres e sistemas de alarme e de imagens". "A empresa mantém uma estrutura especializada em segurança, que monitora o grau de risco em todas as suas unidades. De acordo com esses levantamentos, são determinados os locais que precisam de reforço na segurança, com recursos como portas giratórias e vigilantes. Por questão de segurança, os Correios não divulgam detalhes dos equipamentos instalados em agências." A empresa também informou que não tem data prevista para a reabertura da agência de Ibiporã.(A.M.P.)





