O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná promoveu ontem em Curitiba o Dia Mundial sem Tabaco, lançando o programa ‘‘HC livre do cigarro’’. Pelo levantamento da comissão antifumo do HC, 20% dos 4.028 funcionários são tabagistas. Segundo o médico Rodney Luiz Frare e Silva, presidente da comissão, o índice é alto para um local que trabalha com saúde. O HC quer diminuir esse índice e está implantando um ambulatório para tratamento de dependência de nicotina, onde os funcionários vão contar com a ajuda de médicos, psicólogos e nutricionistas para conseguir deixar de fumar.
O dia de combate ao fumo foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e este ano tem o lema ‘‘deixando o cigarro para trás’’. No HC, a intenção é divulgar aos servidores os males do fumo, como as doenças cardiovasculares e tipos de câncer causados pelo vício . ‘‘Não queremos combater o fumante e sim o cigarro’’, explica Frare. Por outro lado, os benefícios de parar de fumar também serão explicados, como a melhoria da pele, do olfato, paladar, hálito, maior capacidade física e o fim do cheiro de fumaça nas roupas e cabelo.
No Shopping Crystal, os fumantes puderam medir gratuitamente o índice de nicotina na corrente sanguínea. Por meio de um aparelho americano, que funciona como um bafômetro, foi possível saber se a substância tóxica do cigarro está causando dependência química. Os não-fumantes que quiseram soprar o aparelho foram avisados: ‘‘Todos nós apresentamos índice de intoxicação por nicotina, mesmo quem nunca fumou’’, alertou Maria José Rodrigues, terapeuta que aplicou o método no hall do shopping.
O cigarro mata cerca de quatro milhões de pessoas a cada ano, em todo o mundo, superando o número de mortes causadas por Aids, acidentes de trânsito e uso de drogas, principalmente do álcool, cocaína e da heroína. Mesmo com os dados alarmantes, divulgados pela Organização Mundial da Saúde, mais de um bilhão de pessoas fumam.

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