Curitiba - Cerca de 200 funcionários da Sanepar fizeram ontem uma manifestação em frente à sede da empresa, em Curitiba. Segundo o sindicato que representa a categoria nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado (Saemac), os trabalhadores devem paralisar as atividades por tempo indeterminado.
O impasse quanto ao valor do Programa de Participação nos Resultados (PPR) já dura mais de dois meses. A Sanepar apresentou uma proposta de R$ 2,3 mil por trabalhador. Os grevistas pedem R$ 4,6 mil, o que corresponde a 25% do montante distribuído aos sócios acionistas.
Segundo o diretor de divulgação e imprensa do Saemac, Alvair Santa Rosa, a esperança é que a empresa sinalize com uma proposta diferente nos próximos dias. ''Já estamos negociando há dois meses. Então não nos restou nada a não ser fazer a greve. Tentamos uma mediação no Ministério Público do Trabalho e um encontro com o (secretário de Estado do Trabalho, Luiz Cláudio) Romanelli, mas a empresa não quis negociar'', afirmou.
Na próxima semana, novas assembleias devem ocorrer em todo o Estado para definir o futuro da mobilização. Caso não haja acordo, os grevistas podem optar pela continuidade da paralisação ou por requerer na Justiça a diferença que julgarem devida.
Em Cascavel e em Ponta Grossa, os colaboradores da companhia resolveram voltar ao trabalho. Já em Foz do Iguaçu, a exemplo do que acontece em Curitiba, a paralisação continua.
O Saemac informa que, a princípio, a greve não deve afetar o fornecimento de água ou o tratamento de esgoto, já que ao menos 30% dos trabalhadores estão em atividade.

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