Na casa da família von Richthofen, na Rua Zacarias de Góis, 232, o clima é de luto. Na quinta-feira, um dia após a reconstituição do crime, a casa continuava a ser uma atração. Todas as pessoas que passavam em frente (de carro, a pé, de moto, de bicicleta) não tiravam os olhos da casa. Os muros amanheceream pichados na sexta-feira. A palavra ''vadia'' aparecia duas vezes. Algumas pessoas paravam. Nos semblantes, tristeza.
Duas mulheres, que se identificaram como Cristina, de 64 anos, e Joana, de 69, moradoras do Jardim Marajoara, zona sul, pararam em frente à casa para depositar flores e duas cruzes na calçada, ao lado da garagem. Uma das cruzes tinha uma fita preta, e a outra, uma fita verde. As flores eram crisântemos amarelos, que se juntaram a outros crisântemos, brancos, e a rosas vermelhas, já deixados ali por outras pessoas.
Cristina e Joana também acenderam uma vela. ''Por respeito ao casal assassinado'', justificou Cristina. ''Muita gente passa aqui só por curiosidade, acho que a gente deve rezar e pôr umas flores'', disse Joana.
A feirante Sandra Aparecida Rodrigues, de 33 anos, de Santo Amaro, quase fez um discurso ao falar do que a impressiona na história. ''Falta de amor ao ser humano. Isso é coisa do outro mundo, não é real. Parece ficção, parece que a gente está vivendo um pesadelo.
Na garagem da casa, trancados, estão um Gol e uma Blazer. Não há ninguém lá dentro. Só lembranças. Na parede, dentro da garagem, há uma placa com a inscrição ''Welcome'' (bem-vindo).

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