Em Foz, general Oviedo nega acusações de tráfico
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terça-feira, 25 de junho de 2002
Alexandre Palmar<BR>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - O general paraguaio Lino César Oviedo negou ontem, em Foz do Iguaçu, o envolvimento com tráfico internacional de drogas. A suspeita surgiu após o aparecimento das palavras Lino e general em conversas telefônicas grampeadas de presos cariocas com traficantes.
A defesa foi apresentada pelo advogado Oswaldo Loureiro. Segundo ele, o general classificou as notícias divulgadas pela imprensa brasileira de falsas, inverídicas e sem fundamento. Oviedo marcou para hoje à tarde um pronunciamento sobre o caso num hotel da cidade.
As palavras apareceram numa escuta realizada pela Polícia Federal num telefonema internacional do traficante paraguaio Compositor com Fernandinho Beira-Mar e seu colega Chapolin, presos no Bangu 1. A CPI do Narcotráfico também teria apontado ligação do general com Beira Mar.
Ontem, Loureiro recebeu fitas, celulares, gravadores e documentos que estavam no apartamento onde Oviedo foi preso em Foz pela PF, em junho de 2000. No total, foram devolvidos cerca de 270 objetos. À época, a prisão atendeu pedido de extradição do Paraguai, mas depois o Brasil negou a solicitação e autorizou permanência dele no país.
Hoje, Oviedo reside em Foz, fronteira com Ciudad del Este (Paraguai), de onde coordena reuniões com militantes paraguaios. O objetivo é planejar o retorno ao país vizinho. Mas, para o atual presidente Luiz Gonzalez Macchi, o rival planeja derrubá-lo. O general não volta ao Paraguai porque lá existe um mandado de prisão contra ele para o cumprimento da sentença de 10 anos de cadeia por uma tentativa de golpe em 1996. Oviedo também é acusado de planejar o assassinato do vice-presidente Luíz Maria Argaña, em 1999.


