Em Foz, faltam sangue e remédios
O bloqueio imposto pelos caminhoneiros nas rodovias do Paraná agravou o fornecimento de sangue no Hemonúcleo de Foz do Iguaçu, o único do Extremo-Oeste do Estado. Ontem o hemonúcleo deveria receber 30 bolsas de sangue tipo O+, cedidas pelas unidades de Londrina e Maringá. Mas o produto não chegou à fronteira porque nenhuma das transportadoras procuradas aceitou fazer o transporte, devido ao temor de que seus veículos ficassem retidos nas barreiras.
‘‘A situação foi contornada porque conseguimos 15 bolsas do hemonúcleo de Cascavel, que foram trazidas a Foz em carro de passeio’’, disse a médica Alessandra Giordani Ritt, hematologista responsável pela unidade. Segundo ela, a demanda de sangue O+ aumentou porque, no final de semana, a Santa Casa de Foz necessitou de 30 bolsas desse tipo. Ontem, o hemonúcleo tinha 20 bolsas de sangue O+, quando o ideal seriam, no mínimo, 60.
Para aumentar a coleta, o hemonúcleo iniciou ontem uma campanha para estimular a doação de sangue na cidade. Podem doar as pessoas com idade entre 18 e 60 anos e mais de 60 quilos de peso e que não tenham doenças transmissíveis pelo sangue, como Aids e hepatite. O endereço é: Avenida Gramado, sem número, Vila A, ao lado do Hospital Costa Cavalcanti. Telefone: (0xx45) 524-1414, ramal 220.
A rede de farmácias Drogamed, com 72 filias no Estado, teve que enviar medicamentos por avião à sua unidade de Foz do Iguaçu, ontem à noite. A remessa era feita diariamente em ônibus de linha, mas os veículos estão sendo vistoriados nas barreiras pelos grevistas. ‘‘O avião foi o único meio possível’’, afirmou à Folha Aparecido Camargo, presidente do grupo Drogamed e da Associação Brasileira de Distribuidores de Redes de Farmácias (Abrafarma). (Valmir Denardin)

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