Em fevereiro MEC começa a repassar US$ 300 milhões para ensino médio
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sexta-feira, 17 de dezembro de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 17 (AE) - Em fevereiro o Ministério da Educação começa a repassar às escolas públicas de ensino médio US$ 300 milhões para a qualificação e formação de professores, construção e melhoria das instalações de prédios escolares, anunciou hoje o ministro da Educação, Paulo Renato Souza . O dinheiro é da primeira parcela de um financiamento de US$ 1 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "A prioridade para os próximos três anos de governo é o ensino médio", disse o ministro.
Paulo Renato, que participou hoje de um encontro de prefeitos no Rio, fez um balanço da educação no País nos últimos cinco anos - durante os quais o governo investiu prioritariamente no ensino fundamental (de 1ª à 8ª séries). "Por termos investido nesse segmento, as matrículas no ensino médio aumentaram em 57%", comemorou o ministro, citando números do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do ministério. "O País tem hoje mais de 7,8 milhões de alunos no ensino médio e, segundo previsões do Inep, no ano de 2002 terá dez milhões de estudantes."
Ainda de acordo com o levantamento, nos últimos cinco anos, a população de 7 a 14 anos matriculada no ensino fundamental passou de 89% para 96%. "Essa taxa indica que o Brasil está perto de colocar todas as crianças na escola", disse Paulo Renato. O ministro destacou o aumento no número de alunos matriculados no ensino fundamental no Nordeste, onde, tradicionalmente, os indicadores estão bem abaixo da média nacional. De 1994 para cá, o aumento nessa região foi de 27,2%, contra 13% em todo o País.
Apesar dos resultados positivos, a distorção idade/série continua muito alta: no ensino fundamental é de 46,6%, e no ensino médio de 53,9%. "A tendência, no entanto, é de que esse percentual diminua, uma vez que as taxas de promoção estão aumentando e as de repetência e evasão caindo", afirmou o ministro.
O mesmo ocorre com a taxa de analfabetismo entre maiores de 15 anos. O número passou de 20,1% em 1991 para 14,7% em 1997. O País, no entanto, tem pouco a comemorar. A taxa ainda é uma das mais elevadas da América Latina e corresponde a 15,8 milhões de pessoas. fim


