Em estado de greve, metalúrgicos começam a negociar com GM
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quinta-feira, 15 de abril de 1999
Por Júlio Ottoboni 
São José dos Campos (SP), 16 (AE) - O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a direção da General Motors começaram hoje a negociar o aumento salarial reivindicado pelos operários da fábrica local. O encontro demorou cerca de cinco horas, mas acabou sem uma definição. A empresa quer aguardar o fim das negociações com os governos estadual e federal para se posicionar a respeito da proposta.
Segundo os dirigentes da categoria, é provável que os trabalhadores paralisem suas atividades na próxima segunda-feira. O sindicato promoverá duas assembléias no início da próxima semana para definir se haverá ou não a interrupção da produção na GM.
Os operários da montadora estão em estado de greve desde a semana passada, quando a empresa anunciou que aumentaria em 10% dos salários dos cargos de supervisores, excluindo o restante dos funcionários da reposição. O caso gerou um clima de revolta na fábrica e a empresa voltou atrás na decisão.
Os representantes da montadora marcaram uma nova reunião na próxima quinta-feira com a categoria para retomar o assunto. Os funcionários querem reposição da inflação dos anos de 97 e 98
além do pagamento de um abono de R$ 251,00 e mais um gatilho salarial de 5%. Isto daria por volta de 10% sobre os salários. Porém, no momento, a empresa descarta qualquer decisão neste sentido.
" Acho que a GM vai ceder em algum dos pedidos", comentou o presidente da entidade de classe, Antonio Donizete Ferreira.
Numa assembléia ocorrida no início desta semana, os trabalhadores decidiram que caso fracassasse as negociações entre a empresa e o sindicato a greve começaria na próxima semana. O dirigentes da categoria vão explicar a posição da montadora nas assembléias, mas acham difícil conter a insatisfação dos operários. " O ânimo do pessoal na fábrica é pela paralisação e informamos os representantes da GM disto", comentou Ferreira.


