Em equilíbrio, organismo combate radicais livres
Um dos pilares da medicina ortomolecular é deixar o organismo em equilíbrio para combater a ação dos radicais livres. Mas que fique claro: eles não aparecem em exames. ''Não se enxerga uma reação bioquímica, o que se vê é o rastro do que aconteceu. É como uma maçã quando você corta. Depois de um tempo aparece a oxidação, mas você não 'viu' os radicais livres'', explica Tsutomu.
A ação dos radicais livres, explica Leonardo, é algo que acontece no organismo pelo simples fato do ser humano respirar. Para combater essa ação o corpo conta com um sistema antioxidante, mas alguns hábitos, como o tabagismo, e doenças crônicas, podem causar um desequilíbrio nesse sistema, e como consequência o estresse oxidativo.
Por isso, outro dos pilares da medicina ortomolecular é a prescrição de hábitos saudáveis, como atividade física moderada, alimentação colorida, e uso de suplementação ''se necessário'', para favorecer o sistema antioxidante do organismo . ''Não é preciso usar megadoses de suplementos. Acredito em combinações inteligentes. 80% das nossas doenças somos nós que podemos administrar, nisso é que temos que investir - na conquista da saúde'', afirma Tsutomu.
O conhecido exame de gota de sangue, em que o material é visualizado 18 mil vezes maior em um microscópio, pode mostrar alguns indicativos de desequilíbrio, segundo os médicos Tsutomu e Leonardo Higashi. Hemáceas grandes, explicam, podem indicar deficiência de ácido fólico e de vitaminas do complexo B. Se estão pequenas, pode ser deficiência de ferro. ''Mas não é possível fazer um diagnóstico só olhando o sangue. A partir da suspeita, começa a investigação. Exame clínico e ouvir o paciente são fundamentais'', afirma Leonardo.(C.P.)





