Números da Fundação Getúlio Vargas (FGV), trabalhados a partir de microdados do IBGE, indicam que entre o início da década de 1990 e o final dos anos 2000 a proporção de jovens com idade entre 15 e 19 anos que se declaram católicos no Brasil diminuiu de 84,66% para 67,49%. Por outro lado, a porcentagem de jovens adeptos de igrejas evangélicas pentecostais passou de 4,95% para 12,64%, e de outras vertentes evangélicas, de 3,67% para 7,49%.
O assistente de informática Ademir Alves dos Santos, de 20 anos, era católico e quando tinha 17 anos passou a frequentar a igreja evangélica Nova Aliança. "Tinha ficado quase um ano sem ir a igreja nenhuma. Teve um evento para adolescentes (na Nova Aliança), meu irmão ia sempre e me convidou. O que eu gostei foi do estilo de vida: é um pessoal alegre, aberto, que gosta de se reunir. Eu não tinha amigos, tinha recém chegado a Londrina", lembra. Hoje, ele é um dos jovens mais engajados na Nova Aliança: ajuda na organização de eventos, na cantina da igreja, no estacionamento.
O estudante Victor Hugo Rodrigues, de 17, passou a frequentar a Nova Aliança há um ano e meio, após ser convidado por um colega de colégio. Ele diz que antes não ia a nenhuma igreja. "Sempre acreditei em Deus, mas não tinha uma vida firme em Deus, uma vida cristã. Vi que era bom para mim (ir à igreja evangélica) e que era algo de que eu precisava", recorda.
Rodrigues prefere não comparar a relação dos jovens com a Igreja Católica e as evangélicas. "Vai muito de cada um. Tenho um amigo que é católico, muito praticante. Eu me sinto mais acolhido aqui, e ele se sente mais acolhido lá. O importante é amar a Deus", afirma o estudante. (F.G.)

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