A Praça Rocha Pombo, patrimônio histórico e cultural do Paraná, no centro de Londrina, foi cenário do primeiro ato anti-homofobia ''Diversidade Colorindo a Cidade'', promovido ontem de manhã, pelo grupo Elity Trans Londrina.
O local, que foi alvo de vândalos com pichações de dizeres homofóbicos em bancos e muros, foi transformado pelo colorido de bexigas, cartazes, música e cenas teatrais. ''A praça carrega o estigma de ser um local abandonado, frequentado por garotas de programa e moradores de rua. Um exemplo são essas mensagens agressivas, que estimulam a violência. Ela merece ser olhada como um patrimônio histórico e ser bem cuidada'', diz Melissa Campus, presidente do Elity Trans Londrina e organizadora do evento.
Com o apoio do Núcleo de Redução de Danos, do Movimento dos Artistas de Rua de Londrina e do DCE da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o evento teve o objetivo de discutir e promover a defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTTT), além de chamar a atenção das autoridades responsáveis para remover as mensagens. ''Estamos escrevendo uma história hoje. É nosso primeiro ato e queremos que a sociedade saiba que nós existimos. As pessoas não conhecem nossa história, nossa realidade. Elas apenas condenam'', declara.
O ato despertou a curiosidade de quem passava pelo local. ''Cada um tem o direito de se expressar e de escolher de que forma quer viver. Eles (LGBTTT) são muito discriminados e para mim, isso é uma ignorância'', diz João dos Santos, de 54 anos.
De acordo com o diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Décio Zulian, como se trata de um serviço de reparo, ''uma equipe da companhia fará uma vistoria no local para avaliar a necessidade de material e executar a pintura o quanto antes'', afirmou, sem citar uma data para a realização do serviço.

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