Curitiba - A estratégia dos sindicalistas, em Curitiba, foi a de fazer piquetes em três centros administrativos do HSBC, impedindo o acesso de funcionários. A ida de um oficial de Justiça, acompanhado de policiais militares, para cumprimento de mandado de interdito proibitório, causou tumulto entre os grevistas.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Bancários do Paraná, Maeze Luciane Vicari, a adesão dos funcionários nas três unidades do HSBC - Vila Hauer, Xaxim e Kennedy - foi total. Ela reclamou, no entanto, da pressão feita por gerentes de um dos centros, logo após a assembléia que definiu a greve na noite de quarta-feira, para que os bancários pernoitassem na unidade, evitando assim serem barrados na manhã de ontem.
A assessoria de imprensa do HSBC, em São Paulo, negou que houve esse tipo de iniciativa. Informou que a empresa elaborou um plano de contingência, propondo medidas como a entrada antecipada ou deslocamento de funcionários para outros prédios administrativos, para evitar a paralisação total dos serviços.
O HSBC tem, em Curitiba, cerca de 5 mil funcionários. A assessoria de imprensa não soube informar quantos bancários teriam paralisado suas atividades, mas assegurou que adesão não teria sido de 100% como informou o sindicato.
Pelo levantamento do sindicato e da Federação dos Bancários do Paraná (que representa 10 entidades), 47 agências bancárias de Curitiba e região metropolitana fecharam as portas, ontem, com a paralisação de 2,5 mil funcionários. A maior adesão teria sido de servidores da Caixa Econômica Federal (CEF). No Interior, além de Londrina, houve adesões em Paranavaí, Apucarana, Campo Mourão, Engenheiro Beltrão e Mamborê. Em Umuarama, Toledo, Arapoti, Guarapuava e Cornélio Procópio, os bancários farão assembléia, hoje, para decidir se aderem ou não ao movimento. Haverá assembléia, também, em Curitiba, para discutir os rumos do movimento.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou, por meio da assessoria de imprensa, que perto de 5% das 17,4 mil agências do País aderiram à greve, o que dá um total de 761 agências. Destas, 225 estão em São Paulo e 212, no Rio de Janeiro.
A greve é por tempo indeterminado. Os bancários pedem reajuste de 11,77% e melhoria na participação nos lucros e resultados (PLR) com o pagamento de um salário, mais valor fixo de R$ 788,00 e mais 5% do lucro líquido. A categoria também reivindica a discussão das cláusulas sociais.
A proposta da Fenaban é pagar, de imediato, um abono de R$ 1.000,00 e reajustar os salários e benefícios em 4%, retroativo a 1º de setembro. Também propõe PLR de 80% do salário reajustado, acrescido de valor fixo de R$ 733,00.
A assessoria de imprensa da Fenaban informou, ainda, que os clientes que não conseguirem atendimento nas agências onde houve adesão à greve, podem procurar os postos de auto-atendimento, ou estabelecimentos conveniados como lotéricas, Correios e lojas. Os call centers ou a internet também são outra alternativa.

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