Curitiba- Os laboratórios de Curitiba, filiados à Associação dos Laboratórios do Paraná (Alapar), não aderiram ao movimento e mantêm o atendimento aos usuários de planos de sa© úde, assegurou o representante regional da entidade, Agostinho Noronha. Segundo ele, como houve sinalização por parte de uma das operadoras em negociar o reajuste, os laboratórios decidiram aguardar a proposta. ''A gente não quer um confronto, uma quebra de braço'', ponderou. Dos 65 laboratórios de Curitiba, nove são associados à Alapar.
O Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR), que também apóia o movimento dos laboratórios, não tinha um levantamento da adesão no Estado. O presidente do CRF-PR, Everson Krum, lembrou que a orientação é de manter o atendimento nos hospitais para não prejudicar pacientes que precisem de exames laboratoriais.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Joelson Zeno Samsonowski, não tinha recebido, até a tarde de ontem, nenhuma reclamação por parte das operadoras em relação à prestação de serviços pelos laboratórios. Em uma reunião na noite de hoje o assunto será colocado em pauta. Samsonowski acredita que não deva haver prejuízo aos usuários, pois mais da metade das operadoras associadas à Abramge (12 das 22) possui laboratórios próprios.
Samsonowski voltou a afirmar que o posicionamento dos laboratórios é ''inoportuno'', pois a Abramge negocia, no momento, a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) reivindicação da classe médica para atualizar os honorários.(Andréa Lombardo, de Curitiba)

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