Em Curitiba, protesto nas escolas municipais
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Maigue Gueths e Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Professores da rede municipal de ensino de Curitiba paralisaram suas atividades durante todo o dia de ontem, como forma de pressionar a prefeitura a avançar nas negociações salariais com a categoria. De manhã, pelo menos 3 mil professores e funcionários da educação no município participaram de uma passeata do Centro da cidade até a frente da prefeitura.
A estimativa do Sindicato do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) é de que 50% dos docentes do município tenham aderido à paralisação. A rede municipal tem cerca de 8 mil professores, 171 escolas e 11.784 alunos. Além de professores, também, aderiram ao movimento funcionários das escolas e educadores da Fundação de Assistência Social (FAS), que também reivindicam melhorias salariais.
''A única negociação que tivemos foi a administração dizendo não a todas as reivindicações referentes ao nosso plano de carreira'', queixa-se a presidente do Sismmac, Diana Cristina de Abreu. Para ela, existe uma ''discriminação'' na política de recursos humanos do município. A sindicalista informa que o professor de 1 a 4 série recebe R$ 200,00 a menos, na comparação com o salário de um professor de 5 a 8, apesar de ambos terem a exigência de ensino superior. Uma das principais reivindicações da categoria é a igualdade nas docências, além do crescimento vertical automático. Os professores reivindicam, ainda, reajuste de 25,23%, enquanto o reajuste aprovado pela Câmara Municipal foi de 5%.
Os cerca de 1 mil funcionários das escolas, que atuam como inspetores e recebem piso de R$ 370,00, reivindicam a adoção do piso mínimo regional, que deve ficar em torno de R$ 474,00, a partir de abril. A categoria pede, ainda, a recomposição de 17% de perdas salariais, acumuladas na atual gestão.
Para o secretário municipal de Recursos Humanos, Arnaldo Bertone, a paralisação, que prejudicou as atividades em 97 escolas e quase 40% dos alunos, foi ''injustificável'', pois uma proposta de retomar as negociações, em 15 de maio, já havia sido encaminhada para o Sismmac, na semana passada. Segundo ele, a prefeitura estuda a possibilidade de atender a principal reivindicação da categoria, que é equiparar os pisos salariais dos profissionais de nível 1 e 2.
Bertone disse que a administração municipal não reconhece a reivindicação de reposição de perdas. A atual gestão, segundo ele, já concedeu reajuste de 17,98%, acumulado nos três anos, e está em processo de negociação com todas as categorias de servidores outras possíveis melhorias salariais.
Em assembléia na noite de ontem, eles decidiriam se manteriam a paralisação.


