Curitiba - O clima foi tenso ontem, no segundo dia de greve dos bancários, em Curitiba, principalmente em frente aos centros administrativos do HSBC da Vila Hauer e Xaxim. A presidente do Sindicato dos Bancários do Paraná, Marisa Stédile, alega que houve abuso por parte dos policiais militares, que teriam se exaltado para garantir o acesso dos funcionários. O banco conseguiu liminar de interdito proibitório: instrumento jurídico para se proteger dos piquetes.
Marisa disse que os policiais militares estariam coagindo os grevistas a entrarem na unidade. Mas, segundo ela, a ''pressão'' não surtiu efeito, pois a adesão ao movimento teria sido total. No período da tarde, uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho vistoriou o HSBC da Vila Hauer e não encontrou ninguém trabalhando, informou a sindicalista.
A Polícia Militar (PM) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o único incidente envolvendo bancários grevistas aconteceu no HSBC da Vila Hauer. Um dos manifestantes teria sido retirado de dentro da unidade por um segurança do banco, o que gerou tumulto. A PM negou que tenha havido abuso por parte dos policiais.
Os grevistas estão se concentrando nos centros administrativos do HSBC, que reúnem maior contingente de funcionários. Pelo levantamento do sindicato, a adesão à greve na Capital teria chegado a 65% dos cerca de 8 mil bancários.
Segundo balanço da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-PR), que representa 10 sindicatos no Estado, também aderiram à paralisação funcionários das duas principais sedes da Caixa Econômica Federal, em Curitiba, do centro de serviços do Banco do Brasil (BB), na Praça Tiradentes, também na Capital, e do call center do BB, em São José dos Pinhais, na região metropolitana, além de outras 50 agências bancárias.
No Interior, a greve também ganhou novos adeptos. Com exceção do BB, todas as agências de Cornélio Procópio também fecharam suas portas. Hoje, os sindicatos de Umuarama, Toledo e Arapoti fazem assembléias. Na segunda-feira, será a vez dos bancários de Guarapuava definirem se entram ou não em greve.

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