Em crise, PUC estimula a demissão voluntária
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quinta-feira, 03 de novembro de 2005
José Maria Tomazela<br>Agência Estado 
Sorocaba, SP- Em crise financeira, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), uma das mais tradicionais instituições de ensino superior do Estado, está sendo obrigada a demitir funcionários para reduzir os custos da folha de pagamento. A universidade lançou um plano de demissão voluntária na tentativa de obter a redução programada do quadro de pessoal.
O plano vale para todas as unidades de ensino da PUC de São Paulo, que tem três câmpus na capital - Consolação, Perdizes e Santana - e um em Sorocaba, além do hospital Santa Lucinda, na cidade do interior. A instituição oferece dispensa sem justa causa com todos os direitos trabalhistas, manutenção dos benefícios por seis meses e o pagamento de um bônus.
Como a adesão ainda é baixa, a reitoria tomou a iniciativa das primeiras demissões. No câmpus de Sorocaba, onde funciona o Centro de Ciências Médicas e Biológicas com as faculdades de Medicina, Enfermagem e Biologia, 53 funcionários foram dispensados. As demissões causaram reação na Câmara, pois a PUC administra também, em parceria com a prefeitura, o Santa Lucinda, considerado um hospital-escola.
A maior parte dos desligamentos ocorreu nessa unidade, que tem 150 leitos e atende a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A prefeitura recebe os recursos do SUS e os repassa ao hospital. O Santa Lucinda integra o Complexo Hospitalar de Sorocaba, mantido pelo Estado, e oferece estágios para os estudantes das três faculdades. Os vereadores temem que as demissões afetem o atendimento do hospital.
A reitoria da universidade confirmou as dispensas, mas não divulgou números sobre a situação financeira. A PUC mantém 608 funcionários em Sorocaba, dos quais 308 trabalham na área hospitalar. O vereador Mário Marte Júnior (PFL) protocolou hoje na Câmara um pedido de informações à prefeitura sobre contratos e convênios mantidos com a PUC, que também recebe subvenção do município.


